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Ministro do Trabalho defende mobilização pelo fim da escala 6x1 e redução da jornada sem corte de salários

Ministro do Trabalho defende mobilização pelo fim da escala 6x1 e redução da jornada sem corte de salários

30/06/2026
Fonte: MPT e Congresso em Foco
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a defender o fim da escala de trabalho 6x1 e afirmou que a mobilização da sociedade será fundamental para que a proposta avance no Congresso Nacional. Segundo ele, a redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários é uma das prioridades do governo federal e representa um importante passo para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.

Durante entrevista à Fundação Perseu Abramo, Marinho declarou que a mudança "vai chegar", mas destacou que a aprovação depende da atuação do Congresso. Para o ministro, a participação dos trabalhadores e da sociedade civil pode contribuir para acelerar a tramitação da proposta e ampliar o apoio dos parlamentares.

A proposta em discussão prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, com duas folgas por semana, sem redução salarial. O governo também encaminhou ao Congresso um projeto de lei que trata da regulamentação da nova jornada, enquanto uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) estabelece as mudanças de caráter permanente na legislação trabalhista.Segundo Luiz Marinho, a redução da jornada acompanha transformações no mundo do trabalho e os avanços tecnológicos, que aumentam a produtividade das empresas. Na avaliação do ministro, parte desses ganhos deve ser revertida em mais tempo de descanso, convivência familiar e qualidade de vida para os trabalhadores.

O ministro também argumenta que jornadas excessivas podem contribuir para o aumento do estresse, do adoecimento ocupacional, da rotatividade e das faltas ao trabalho. Para ele, ampliar os períodos de descanso pode trazer benefícios tanto para os trabalhadores quanto para as empresas, com reflexos positivos na produtividade e na retenção de profissionais.Apesar do apoio de entidades sindicais e de parte do setor produtivo, a proposta enfrenta resistência de alguns segmentos empresariais, que demonstram preocupação com possíveis impactos sobre custos operacionais, especialmente em atividades que funcionam de forma contínua, como comércio, serviços e saúde. O debate também envolve a definição de regras de transição para diferentes setores da economia.