
Um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indica que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem recebe até R$ 5 mil por mês está beneficiando mais de 15 milhões de trabalhadores em 2026, com impacto direto no orçamento familiar.
A medida, sancionada no final de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começou a valer com os salários pagos a partir de janeiro de 2026 e já pode ser vista nos contracheques do início do ano.
Antes da alteração, a faixa de isenção do IRPF era limitada a rendimentos muito mais baixos, e muitas pessoas com renda média ainda pagavam imposto sobre seus salários. Com a mudança, trabalhadores que ganham até R$ 5.000 mensais passam a ficar totalmente isentos, enquanto quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00 tem direito a redução gradual do imposto, com alíquotas menores.
Segundo projeções oficiais, essa alteração representa a maior atualização da tabela do Imposto de Renda em anos, ampliando o número de brasileiros que não têm desconto do tributo direto na folha. Atualmente, mais de 90% dos contribuintes pagam menos imposto ou ficam totalmente isentos nessa faixa de renda.
Impactos concretos nos salários Levantamentos de sindicatos demonstram efeitos diretos dessa mudança no bolso dos trabalhadores. Para representantes sindicais, a medida representa uma vitória histórica para a justiça tributária no Brasil. Dirigentes destacam que a isenção do IR para rendimentos de até R$ 5 mil é fruto de anos de mobilização social e sindical, e traz impacto real para a renda de milhões de famílias.
A mudança faz parte de um conjunto de medidas tributárias que visam aliviar a carga sobre os trabalhadores e tornar o sistema mais progressivo — ou seja, com quem ganha mais contribuindo proporcionalmente mais que quem ganha menos.