
O mercado de trabalho brasileiro voltou a registrar saldo positivo em abril. De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o país criou 85.888 empregos com carteira assinada no mês. O resultado é fruto de 2,26 milhões de admissões e 2,18 milhões de desligamentos registrados no período.
Com o desempenho de abril, o Brasil alcançou a marca de 699.762 novos postos formais de trabalho nos quatro primeiros meses de 2026, crescimento de 1,5% em relação ao estoque de empregos existente em dezembro do ano passado. Nos últimos 12 meses, o saldo acumulado chegou a 1.059.860 vagas, representando aumento de 2,3% no emprego formal do país.
O setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de vagas em abril, com saldo positivo de 69.601 empregos. Na sequência aparecem a Construção Civil, que criou 23.525 postos de trabalho, e a Indústria, com 9.256 novas vagas. Por outro lado, Comércio e Agropecuária apresentaram resultados mais modestos no período.
Apesar do resultado positivo, especialistas observam uma desaceleração no ritmo de geração de empregos em comparação com o mesmo período do ano passado. Em abril de 2025, haviam sido criadas mais de 238 mil vagas formais. Entre os fatores apontados para essa redução estão os juros elevados e o menor ritmo de crescimento da economia brasileira.
Para os trabalhadores, os números demonstram que o mercado de trabalho continua gerando oportunidades, mas também reforçam a importância da valorização dos empregos formais, que garantem direitos como férias, 13º salário, FGTS, previdência social e proteção trabalhista.